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Soltinho: uma dança em risco de extinção

Sei que o título parece meio alarmista, mas quis chamar atenção para uma realidade que tenho percebido nos últimos anos no contato com os profissionais e alunos de Dança de Salão de todo Brasil. Em inúmeras ocasiões ouvi comentários de alunos relacionados ao Soltinho citando a dança como chata, preferindo até mesmo que as aulas não a incluíssem. Alguns profissionais também engrossam essa opinião, confirmando a posição dos alunos, desfavorável ao Soltinho, comentando que também preferiam não trabalhar com ele em suas aulas de Dança de Salão.

Particularmente, lamento muito ter feito a constatação do desgosto pelo Soltinho, pois se trata de nossa manifestação dançante para o universo do Swing, criada e desenvolvida única e exclusivamente no Brasil. No livro “Samba de Gafieira, a História da Dança de Salão Brasileira”, em um capítulo que cita danças de salão nascidas em berços fluminenses, o autor Marco Antônio Perna comenta que o Soltinho nasce e ganha força nos salões cariocas, difundindo-se pelo Brasil. Isso acontece porque o Rio de Janeiro foi e continua sendo um centro de referência para estudo dos profissionais nacionais de dança de salão, fazendo assim com que esta dança seja conhecida e praticada por todo o país.

Tentando entender os motivos pelos quais o Soltinho começa a ter este estigma de dança “sem graça”, pude identificar algumas coisas que, acredito, colaboram para esta percepção. Reparo que, para uma pessoa leiga em dança de salão, o nome Soltinho não remete a lembrança de nenhum gênero musical, fazendo com que os professores tenham que lançar mão de artifícios para dar significado ao nome, chamando-o das mais diversas formas, como, por exemplo: Rock, Swing ou Foxtrot. Tal fato gera dificuldade na criação de uma identidade para esta dança, visto que até seu nome é confuso, diferente de outras como o Bolero ou o Tango.

Outro motivo que colabora para este desgosto ao Soltinho é a ausência do incentivo ao swing no ensino do mesmo. Swing em inglês significa balanço, ginga, e a irreverência e ousadia sempre fizeram parte das danças deste gênero, então, tais atributos deveriam estar presentes e serem incentivados pelos professores ao ensinarem o Soltinho. É difícil entender como uma dança que embala os corpos com músicas tão populares, algumas grandes sucessos, como as que eram tocadas pelas Big Bands ou as que são tocadas por bandas de rock nacional, não atraia e seja interessante para os praticantes de dança de salão.

O último motivo que vou citar, considerando que provavelmente existam alguns mais, foi a maior difusão de outras danças do universo do Swing no Brasil, como o Lindy Hop e West Coast Swing, funcionando como alternativa de expressão corporal para o tipo de música citada no parágrafo anterior. A maior facilidade de acesso a informações que a tecnologia nos proporciona, através da internet, e-mails e redes sociais, possivelmente colaborou para o acesso, admiração e estudo destas manifestações culturais que não são inerentes do nosso povo.

Independente do tipo de dança que será ofertada nas academias brasileiras, acredito ser importante a manutenção do ensino de uma das manifestações do universo do Swing, seja ela qual for, aos praticantes de dança de salão, pois nos bailes e festas sociais continuarão sendo tocadas músicas que demandarão danças desse gênero.

Gostaria muito que conseguíssemos reavivar o Soltinho e que o mesmo pudesse conviver como mais uma alternativa de Swing Dance para nossos alunos e praticantes de dança de salão. Pessoalmente, penso que o foco no caráter do ensino é o caminho, pois as figuras por si só não tem muito a dizer, mas quando embebidas em histórias e significados, com jeitos corporais relacionados a elas, ganham um sabor todo especial pra serem executadas. Em minha opinião, isto está faltando no Soltinho e não surgirá espontaneamente. Vamos lembrar que, quando nos referimos a Swing Dances, estamos tratando de uma manifestação cultural importada, então, se os professores de dança de salão não tiverem esse foco no ensino, o Soltinho realmente estará fadado a ser ritmo sem graça. Pra exemplificar bem o fato, pense num Samba de Gafieira sem sua malandragem elegante ou numa Valsa sem seu glamour. Perderiam a identidade e ficariam descaracterizados e sem graça, não é?

Acredito ser uma pena perdermos o Soltinho, deixando morrer uma manifestação criada por nós, com nossas características, por pura falta de iniciativa. Para aqueles que podem pensar que estou sendo extremista, vejo que estamos caminhando para uma trajetória semelhante à percorrida por danças como o Maxixe e a Lambada, que hoje fazem parte de nossa história, mas não são mais dançadas em nossos salões de baile.

Se a Valsa, uma das mais antigas danças de pares enlaçados, se manteve viva e praticada até hoje, por que não manter o Soltinho? Faço essa pergunta a você leitor e te instigo a trazer ideias para reanimar a maneira brasileira de dançar Swing. “Shake your body” e dê sua opinião!

 

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Dançarino, coreógrafo e professor de dança de salão, coordena o curso de capacitação para professores de dança de salão, certificado pela Faculdade da Serra Gaúcha (FSG/RS) e pela Faculdade SPEI, de Curitiba.

26 Comments

  1. Vamos lembrar bem….
    Soltinho, não é dança, não é ritmo, não é stilo de dança, soltinho é apenas um modo de dançar.

    Começou a se chamar soltinho uma forma de dançar carioca, em que se usava passos soltos de danças do swing amaricano e do fox, dependendo do ritmo tocado.
    Passou a se usar esses passos em qualquer música, e costumava´se dançar esses passos com as damas que não sabiam dançar a fim de tirá-las da cadeira.

    Portanto não existe estinção nenhuma.
    Hoje em dia, estamos aprendendo mais separadamente o que é cada dança e por isso tentando dançastr as danças originais, sem tanta miostura.
    Estou a disposicao.

  2. Rapidamente gostaria de dizer…
    Minha opinião é a seguinte…o soltinho está morrendo porque não se trabalha com músicas atuais…existe um termo sobre a dança que é…ROCK DOS ANOS 60…( e isso faz com que as pessoas acreditem que são tocadas apenas músicas dessa mesma época para se dançar soltinho) Sou professor de dança e venho aqui postar minhas duas ultimas coreografias de soltinho do ano de 2013 e 2014…


    Musica MAMBO NUMBER 5


    Musica Florida – Good Feeling

    Eu venho provando ano após ano que sim é possivel dançar soltinho com músicas atuais…e não apenas ouvindo Claudio Zoli, Ed Motta, Skank….(nada contra…mas desde que eu comecei a dançar…as pessoas só usam essas músicas)
    Posso fazer um lista gigante com músicas para se dançar soltinho…

    É possivel sim…basta os alunos pedirem..cobrarem seus professores…

    Um abraço a todos e se assistam as coreografias…

    meu face
    Saulo Mattos ou (Saulo Gustavo)
    whats 11 971340968

  3. Parabéns pelo artigo, Cristóvão…pertinente e objetivo, mas também preciso concordar com aqueles que citam a “responsabilidade” dessa sua sensação como sendo direcionada aos profissionais de Danças de Salão atuais. Nunca me deixo levar muito pela moda, pelo conveniente, mas sim por aquilo que considero importante ou o que me contagia e emociona…assim corro atrás de conhecer, desenvolver e ensinar os estilos que considero fundamentais para quem pratica Dança de Salão! Sendo assim, cabe ao professor tornar o estilo interessante, divertido ou qualquer outra coisa que não o “sem graça”, absolutamente longe da verdade! Um dos mais contagiantes, divertidos e fáceis para os alunos…até mesmo nas turmas mais avançadas da escola trabalhamos inúmeras possibilidades e variações para estar sempre em alta e no play list de todos os nossos bailes!
    Penso que o “mal” está nos profissionais que ensinam apenas o que gostam, esquecendo que somos educadores e formadores de opinião, como citado anteriormente, sendo de nossa responsabilidade mostrar aos alunos todas as possibilidades e, temos SIM que saber/conhecer tudo o que diz respeito à nossa profissão, gostando ou não…sair da zona de conforto nos faz melhores a cada conquista! Não tirem o direito dos seus alunos de conhecerem tudo que existe e ELES fazerem a escolha do que querem ou não aprender e dançar!
    Vale ressaltar que também acho preocupante a mesma renúncia ao Bolero, primeiramente ignorado pelos professores que, consequentemente acabam por contaminar seus alunos com a ideia absurda de ser uma dança chata e para “velhos”! Em nossa escola tenho orgulho de ver a pista lotar quando toca Bolero!
    Vamos repensar nossa verdadeira função, professores?!

  4. Novamente, na mosca! Parabéns, Cristovão, por teu belo texto atrair os olhares e a atenção de tanta gente envolvida com dança, e gerar esta interessante discussão. Concordo com várias das opiniões expressas acima, particularmente com as das colegas/professoras Aline Demiquei e Katiusca Dickow.
    Acrescento que o soltinho é um ritmo apaixonante e foi um dos primeiros apelos coreográficos do nosso Grupo LAÇOS. Embalados pela canção “Fuck You”, da Lily Allen, foi impossível não utilizar o ritmo para coreografá-lo. A base foi uma única sequência de soltinho que, com inserção de elementos de dramaturgia coreográfica, deu caráter à narrativa. O resultado está em:
    https://www.facebook.com/photo.php?v=4406004306573&set=vb.1182605394&type=3&theater

    Aqui nos referimos à dança cênica, e não à dança social, mas vale lembrar que a pesquisa de elementos coreográficos está em nossas mãos, e é infinita. Ela também alimentará nossa cultura e fomentará o ritmo. Saudações!

  5. Parabéns, Cristóvão! Excelente matéria sobre o Soltinho! Concordo também plenamente com a Katiusca!
    Sou fascinado pelo Soltinho, primeiro estilo de dança a dois que me conquistou! Graças ao filme “Os Embalos de Sábado à Noite”, quando ainda menino morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro.
    Atualmente, moro em Roraima e ensino Soltinho nas aulas de Dança a Dois. E os alunos adoram!
    Obrigado por ajudarem, inclusive no Dançando a Bordo 2013, a manter viva a chama da paixão pelo Soltinho, uma dança a dois animada, contagiante e cheia de balanço brasileiro!

  6. Não me importo de utilizar os passos do Soltinho em outros gêneros. O que importa é a emoção de estar dançando. Os passos do Soltinho são os que mais permitem uma melhor coordenação motora, inclusive, para serem usados em outros gêneros.Apoio a continuação das academias manterem, nos currículos, esta dança.
    Parabéns pelo texto
    Abs.

  7. Acabar não vai não, é um ritmo muito alegre e bonito. Porém grande parte de responsabilidade por essa situação do Soltinho é nossa profissionais de dança, nós que somos formadores de opiniões que temos que fortalecer e revitalizar junto com nossas turmas , em nossos bailes e eventos. Djs de dança de salão andam desprestigiando o nosso ritmo brasileiro, tantas e tantas opções de musicas antigas e modernas, do rock ao pop. Só depende de nós, o que depender aqui do Rio de Janeiro o ritmo não morre.

  8. Excelente matéria do Cristovão., E realmente o soltinho ou swing ou fox trot como queiram chamar, não merece “morrer”, é um gênero muito legal de ser dançado, de ser curtido. Na minha opinião deixa os alunos bem a vontade para criarem seus passos, seus tempos musicais, enfim é um gênero que precisaria ser repensado pelos profissionais das Danças de Salão, e musicalmente é muito rico, com as Big Bands principalmente..

  9. Aceito os comentários do autor. è muito comum os professores de dança de salão falarem.: PARA O SOLTINHO PODEm SER USADOS TODOS OS PASSOS DO FORRÓ. Nunca concordei pois acho o rítmo mais divertido e descontraído dentro da dança de salão.
    E nós alunos, ficamos sem referência quanto ao estilo de dançar.
    Que tal Workshop de SOLTINHO em estilo dde SOLTINHO….

  10. O Soltinho Swing não deveria morrer… Poderia ser uma introdução pra dançar rock e variações, ou correr em paralelo com o West Coast Swing, que tem crescido em adeptos no país… Contudo, sem eventos específicos para essa dança, com profissionais reconhecidos no seu desenvolvimento, dificilmente sustentará o espaço que merece.

    A propósito, a mesma ameaça, ainda que em menor grau, ronda o Bolero, em várias regiões do país… E percebo que a solução seria a mesma pra ambos!

  11. Olá Prof Cristóvão… Entendo que precisamos reforçar este estilo brasileiro de dançar a dois, que é uma maravilha, haja visto que os alunos desenvolvem sua criatividade com mais liberdade (por não estarem sempre enlaçados), mas serão necessários muitos esforços para manter com certeza o estilo… Quanto a denominação utilizo como referencia o termo “Rock Soltinho”, como forma de explicar aos alunos a idéia de dançar os principais hits dos bailes, de maneira mais harmoniosa entre cavalheiro e dama… Quanto a criatividade dos passos e variantes, considero um dos mais fáceis para os alunos brincarem, pela liberdade de criação que o estilo permite, fazendo com que cada um dance com sua técnica e expressão corporal… Como sou dos mais antigos em Santa Maria ensinando Soltinho, enfrentei no inicio uma certa resistência, que aos poucos foram sumindo, pois mantenho este estilo na grade de opções da nossa escola… Um grande abraço!!!

  12. Boa tarde a todos, tendo trabalhado como parceira do Cristovão por mais de 9 anos, não há como discordar dele neste assunto, aliás, sempre difundimos muito o Soltinho em nossas aulas e nos Cursos de Capacitação pelo Brasil. Entre tantos atributos que este ritmo pode nos ofertar, destaco aqui a apaixonante variedade musical que ele nos proporciona, além de estimular a criatividade e conceitos como lateralidade, por exemplo. As danças ditas como ‘danças de abraço aberto’, como o Soltinho, nos dão a possibilidade de trabalhar muito mais a lateralidade do que as danças de ‘abraço fechado’, cujo desconforto se dá pela assimetria de nosso tradicional abraço de danças a dois.
    Cabe a nós, amantes do ritmo, praticantes de dança, professores e facilitadores do processo, erguermos esta bandeira e cada um, da sua maneira, contribuir para que o Soltinho continue a fazer parte da nossa cultura dançante.
    Parabéns ao autor do texto!

  13. Gostei muito do texto. Acredito que tem mais um fator que também contribui para esse quadro: as improvisações (que são tão marcantes no soltinho e tornam a dança deliciosa) não são fáceis para quem está iniciando e exigem um domínio maior do ritmo. O problema é que boa parte das pessoas não espera chegar a esse ponto de conhecer tão bem o ritmo a ponto de curtir a dança e improvisar… Espero que o a situação mude, pq soltinho é bom demais!!! Parabéns pelo texto!

  14. Caro amigo Cristovão Christianis.
    Sou professor de Dança de Salão e Coreógrafo há 8 anos e atuo, principalmente, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, embora também ministre aulas em outras regiões do estado. Entendo sua preocupação e achei extremamente válida a colocação da mesma no texto, mas creio que se trate de um evento relativamente focalizado na sua região de atuação principal. Aqui no Rio de Janeiro, o “soltinho” permanece como elemento primordial das aulas e dos bailes de dança de salão. Muito embora eu acredite que o Sindicato dos Profissionais de Dança não ajude a classe da Dança de Salão da maneira que deveria, uma coisa foi feita e ajudou muito o trabalho dos profissionais do Rio de Janeiro: atualmente as nomenclaturas aceitas pelo SPD/RJ para representar o dito “soltinho” é o Fox Trot ou Swing Brasileiro, sendo mais utilizada a primeira alternativa. De fato ainda existem profissionais que revertem o jogo e mantém o uso do nome equivocado, mas a equiparação facilitou muito o nosso trabalho. Atualmente tenho 3 turmas em que ministro aulas e 19 sob minha supervisão e a aceitação dos alunos ao Fox Trot chega a ser surpreendente, algumas vezes solicitando até mesmo que o módulo de Fox seja estendido. Quanto ao dito “modismo” do West Coast Swing, concordo completamente. Vejo diversos espaços de dança em minha cidade com turmas específicas desta manifestação. Mas creio que este seja o diferencial: o West Coast Swing, de acordo com o SPD/RJ, não é um ritmo padrão ou obrigatório da Dança de Salão, gerando o livre arbítrio ao profissional em aplicar ou não numa turma regular. Como somente nos ritmos obrigatórios já existe uma gama complexa de movimentos, os profissionais optam por aplicar ritmos considerados “Sazonais” em turmas separadas, como Zouk, Lambada, Salsa, Tango e Rumba. De toda forma, seguindo o raciocínio de seu artigo, deixo uma idéia: um grande evento focalizado no Fox Trot, tal qual a “Ilha do Zouk”, que ocorre no Rio de Janeiro anualmente, com o diferencial de haver um interesse maior nas oficinas do que nos bailes. É só uma idéia. Parabéns pelo artigo e muito obrigado pela atenção.

    Atenciosamente

    Jhonatan Romão
    Coordenador Técnico, Professor e Coreógrafo
    Dança de Salão
    (21) 7252-7218 / (21) 7916-1837
    profromao@hotmail.com

  15. Muito sábia a parte onde vc fala ” Pessoalmente, penso que o foco no caráter do ensino é o caminho, pois as figuras por si só não tem muito a dizer, mas quando embebidas em histórias e significados, com jeitos corporais relacionados a elas, ganham um sabor todo especial pra serem executadas.” é o que tento sempre fazer aqui.

  16. Olá Cristóvão,
    parabéns pelo artigo, excelente!
    Acredito que quem realmente gosta e estuda as Swing dances valoriza muito o Soltinho e sabe da sua importância na Dança de Salão brasileira! Cada dança com sua motivação, com sua arte. Não é preciso acabar com uma para dançar outra. Também não é necessário diminuir a cultura norte americana para dar valor à brasileira. Um bom exemplo disso é o Tango, dança de outro país mas que é tão amada e bem dançada aqui no Brasil. É característica do nosso povo agregar, e misturar, e não separar.
    Acho de suma importância que os profissionais que trabalham com Lindy hop, Rock e West, o que é o meu caso, deem crédito ao Soltinho (o Swing brasileiro) até mesmo para fundamentar as outras Swing dances. Um abraço!

  17. Muito bem colocado, Cristovão! Apaixonada por dança de salão,ex-aluna de Fabiano Vivas e Jaime Arôxa, não entendo a postura daqueles que querem excluir o Soltinho.Soltinho nunca foi sem graça,pra quem sabe dançar. É uma dança charmosa, envolvente e o grau de dificuldade,assim como a variedade de passos, depende exclusivamente do preparo dos dançarinos. Residente há 7 anos, nos Estados Unidos, tendo uma filha campeã de West Coast Swing,na categoria amador, conhecendo vários profissionais do estilo, não vejo nenhuma razão para que este substitua o Soltinho.Assim como a Salsa,a Lambada e o Zouk, todos os estilos podem conviver. O problema é que no Brasil, por falta de identidade,de valorização da nossa cultura,só o que vem de fora,principalmente do USA, é considerado melhor. Em termos de cultura,nada pode ser melhor. A diversidade cultural é que torna interessante qualquer expressão cultural. Aqui ,no USA, eles acham interessante as outras culturas,mas não abandonam suas raízes.Por isso é um país forte. Recentemente , vi brasileiros comemorando o Valentine’s Day como se fosse o Dia dos Namorados ou do Amigo ( datas distintas no Brasil) só porque ouviram falar e nem sabem o significado. Isso é muito triste. O dia em que os americanos adotarem o Saci-Pererê como personagem folclórico, eu passo a comemorar o Halloween e o Valentine’s Day no Brasil..
    Célia Martins carioca e cidadã americana.

  18. Bela matéria sobre o “soltinho”….. penso em outro agravante junto ao tema que é a má formação do professor de dança de salão que com isso “renega” o soltinho e outras ao ensino
    Sou do interior de São Paulo e vejo inúmeras cidades que por exemplo pouco se ensina o Samba e nada de Soltinho, porque preferem ensinar forró e sertanejo universitário ou por não ter aprendido a ensinar outros gêneros.
    Ainda há muitos professores sem uma formação plena .
    Sucesso por ai e bom dia!

  19. Amo dançar Soltinho, é a maneira
    q sinto de extravasar a alegria q tenho
    dentro de mim, a liberdade de me expressar
    com a dança. É o momento em q consigo
    ser eu mesma, não penso em nada somente
    sinto a música e movimentos q me fazem
    flutuar!

  20. Bom dia, gostaria de deixar minha opinião. Eu acredito que o soltinho está morrendo pelo fato de os profissionais de dança não se importarem em estar criando passos, evoluções, opções e técnicas novas para o ritmo, tudo nasce, cresce mas só o que não evoluí deixa de existir, e é o que está acontecendo com esse ritmo. Acho também que falta um profissional e nome dando aula do ritmo, para incentivar os novos praticarem. Espero que o ritmo não morra, gosto de dançá-lo e ainda o ensino em minhas aulas (e pretendo fazer isso ainda por um bom tempo)

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