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Sesc Pompéia apresenta exposição do coreógrafo norte-americano William Forsythe

Está aberta até 28/07, no Sesc Pompéia, em São Paulo, a exposição “William Forsythe: Objetos coreográficos”, primeira mostra no Brasil do coreógrafo e artista visual norte-americano que dá nome a exposição. Com curadoria da Forsythe Produções, em colaboração com Veronica Stigger, a exposição reúne onze grandes obras, que unem conceitos das linguagens da dança e artes visuais. Os trabalhos convocam o público a se movimentar e ocupam diferentes espaços da unidade, em diálogo com a arquitetura do edifício projetado por Lina Bo Bardi.

Entre os destaques, o trabalho inédito, com reluzentes instruções instaladas nas altas passarelas do conjunto esportivo, leva os visitantes a erguerem suas cabeças para lerem quatro frases. As letras foram confeccionadas em paetê, seguindo a tipologia da unidade Pompeia, também proposta por Lina Bo Bardi. A frase mais alta, “À mercê do quê?”, está a mais de 30 metros do chão.

Em outra obra, mais de 400 pêndulos em movimento contínuo ocupam a área de 300 m², fazendo o público se deslocar de um lado ao outro para desviar dos objetos, numa espécie de dança não coreografada.

Já a instalação “Insustentáveis”, desenvolvida especialmente para a exposição, foi montada ao redor do “lago”, na Área de Convivência. Nela, um conjunto de painéis suspensos formam um círculo, sem nenhum objeto no centro, apenas uma iluminação mais intensa. Pelos painéis e fones de ouvido, o participante recebe orientações para se mover neste espaço, como “colocar um pé na frente do outro, enquanto balança os braços em variadas direções”.

“Cidade de abstratos”, montada no Hall do Teatro, traz um gigante painel de vídeo com câmera acoplada que projeta imagens dos espectadores que estão no local. Seus corpos surgem distorcidos na tela, em formas alongadas e em espiral. Outra obra que utiliza o recurso da filmagem é “Stellentstellen”, um vídeo duplo em que dois bailarinos entrelaçam seus corpos em movimento contínuo. Ele é exibido em slow motion, num híbrido de coreografia, filme e escultura.

Sobre William Forsythe
Nasceu em Nova York, em 1949, e atuou em diversas companhias. Foi nomeado coreógrafo residente do Stuttgart Ballet em 1976, permanecendo na posição por sete anos. Em 1984, iniciou um mandato de vinte anos como diretor do Ballet Frankfurt, criando em seguida a Forsythe Company, que dirigiu de 2005 a 2015. Recebeu o Prêmio de Dança e Performance de Nova York (Bessie) em 1988, 1998, 2004 e 2007; o Prêmio Laurence Olivier, de Londres (1992, 1999, 2009); o título de Commandeur des Arts et Lettres (1999) pelo governo da França; o Leão de Ouro da Bienal de Veneza (2010); e o Grand Prix de la SACD (2016); entre outros.

Seus trabalhos com instalações e vídeos foram apresentados em inúmeros museus e exposições, incluindo a Whitney Biennial (Nova York, 1997), Festival d’Avignon (2005, 2011), Museu do Louvre (Paris, 2006), Pinakothek der Moderne (Munique, 2006), Tate Modern (Londres, 2009), MoMA (Nova York, 2010), MMK – Museu de Arte Moderna (Frankfurt, 2015) e 20ª Bienal de Sydney (2016). Entre outubro de 2018 e fevereiro de 2019, apresentou a exposição “William Forsythe: Choreographic Objects” no Institute of Contemporary Art (ICA) de Boston.

Atualmente é professor de dança e conselheiro artístico do Instituto Coreográfico da University of Southern California Glorya Kaufman School of Dance. É representado pela galeria Gagosian.


O que: exposição “William Forsythe: Objetos coreográficos”
Quando: 27/03 a 28/07
ter a sáb, 10h às 21h30 | dom e feriados, 10h às 19h30
Onde: Sesc Pompeia
Rua Clélia, 93 – Água Branca | São Paulo-SP
Quanto: gratuito
Informações e agendamento de grupos:
(11) 3871 7759 | agendamento@pompeia.sescsp.org.br

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