Colunas, Dança & Comportamento, Danças de Salão

Passos aéreos e dança de salão, ainda há dúvida?

Há algum tempo, as danças de salão ganharam os espaços cênicos e neles pouco se discute a questão dos passos aéreos, afinal, sua compatibilidade parece óbvia, bem compreendida e naturalmente aceita. Lembremos que, nestes casos, comumente praticam-se coreografias pré-determinadas, o que, em geral, altera essencialidades das danças de salão como o improviso e a condução, o que é feito em prol de uma belíssima e indispensável plasticidade cênica. Nas danças esportivas, entendidas por alguns como danças de salão, encontram-se até regulamentos que proíbem passos aéreos. Entretanto, quando a questão é o salão, a polêmica não se aplaca. Afinal, passos aéreos são pertinentes para prática da dança de salão?

Muitas escolas recomendam que passos aéreos não sejam usados nos salões. Há locais de dança em que estes movimentos são mal vistos ou até proibidos. Mas, mesmo assim, há quem se referencie a eles como se fossem parte indistinta da dança de salão.

Leon James and Willa Mae Ricker dançando Lindy Hop

Alguns aspectos merecem atenção nesta discussão. O primeiro deles é uma retomada histórica. Ao surgir, a dança de salão não comportava passos aéreos em seu escopo, até porque os trajes da época os dificultariam. Entretanto, há um consenso sobre o fato de que no período do surgimento do Lindy Hop, os passos aéreos começaram a ganhar popularidade. O próprio nome desta dança já remete a tal característica. Lindy, vem de Charles Lindberg, que realizou o primeiro vôo sozinho, sem escalas, cruzando o Atlântico em seu The Spirit of Sant Louis, no ano de 1927, período em que esta dança estava em seu auge. Hop, significa pulo, salto. É interessante notar que os espaços de dança neste momento histórico não eram exatamente como são os salões hoje ou eram no remoto surgimento da dança de salão. Esta dança, Lindy Hop, teria influenciado tecnicamente o rock and roll e o swing entre outras danças da linhagem norte-americana, “inspirando” ainda movimentos aéreos de danças cujas origens remontam outras localidades.

Leon James and Willa Mae Ricker dançando Lindy Hop

No Brasil foi possível notar que determinados profissionais de dança de salão fomentaram, nos salões, uma mistura técnica com danças de natureza originalmente cenográfica, como jazz, dança moderna, contemporânea e até balé clássico, introduzindo movimentações aéreas delas provenientes, pasteurizando diferenças. Este fenômeno também contribuiu para introdução de passos aéreos nos salões.

Hoje, fazemos a dança de salão com conhecimento e sabedoria. Por isto, é válido estudar as razões pelas quais a valsa está aí até hoje, e o Lindy Hop durou tão pouco, considerando inclusive que seu ressurgimento nos salões, se de fato houve, foi tímido e provavelmente artificial. É fato que uma valsa pode ser belamente dançada nos salões por uma quantidade enorme de pessoas, isto inclui diferentes faixas etárias, características e estados físicos. Não se pode dizer o mesmo do Lindy Hop, especialmente na natureza que rendeu seu nome. Uma mulher ao final da gravidez, que pode dançar extraordinariamente bem uma valsa, terá dificuldades e estará exposta a riscos que não compensam ao dançar o Lindy Hop com suas acrobacias. Quanto maior a dificuldade técnica e exigência física de uma dança de salão, mais restrito fica seu público praticante, logo, mais excludente ela se torna e menos tempo dura.

Uma das razões que mantiveram a dança de salão como atividade de entretenimento e sociabilização até hoje é que enquanto mantém-se acessível, quebra barreiras sócio-culturais.

Pintura de Rogelio de egusquiza – Valsa

Nela redesenham-se conceitos como os de beleza, peso, sensualidade, juventude. As capacidades físicas necessárias não exigem indispensavelmente especialidades extraordinárias, ou até circenses, logo, pode ser praticada por uma quantidade enorme de pessoas, o que favorece sua propagação no espaço e no tempo.

Outra questão de notável relevância tem suas bases em uma discussão que já consta na literatura: o ego do dançarino. Muitos dançarinos não têm na dança de salão um puro entretenimento ou a apreciação de uma arte, mas sim, uma forma de compensarem-se por algo que lhes faltou durante a vida. Ao longo de anos observando e lendo sobre isto, foi possível notar que os passos aéreos ganham especial destaque nestes casos, porque trazem a atenção do público para o dançarino (característica do palco), que por sua vez, se locupleta, ou “se completa”, com tal prodígio. Alguns, nem todos é fato, adotam este comportamento para aplacar suas necessidades psicológicas ganhando atenção, sem nem darem-se conta disto. Nestes casos, a concentração no par, se existe, fica fragmentada, quando muito, dividida com os expectadores das acrobacias. A dança a dois perde, restando só um meio de mitigar fragilidades e atingir fins distantes dos meandros artísticos ou de lazer.

Ainda há que se relevar o risco de acidentes nos salões, enormemente aumentado com a prática de passos aéreos. Todos que tiveram em seus históricos práticas destes passos já viveram, viram ou conheceram casos de acidentes. Alguns souberam amadurecer com eles.

Cito alerta publicado no blog do Clube da Gafieira (http://www.clubedagafieira.com.br/) que reflete o conhecimento, já consagrado, sobre exibicionismo e riscos:

“Os “showzinhos de pista”: Além de atrapalhar o desenvolvimento da dança, tornam-se perigosos aos companheiros de baile, pois normalmente vêm acompanhados de passos aéreos que fatalmente incorrerão em encontrões, chutes, tapas e atropelamentos”, Clube da Gafieira.

Ninguém nega que o Lindy Hop é absurdamente excitante e que é uma delícia fazer passos aéreos. Entretanto, este prazer não está indissociavelmente associado a dança de salão, que, aliás, propaga-se mais intensamente no tempo e no espaço, sem ele.

Frankie Manning e Ann Johnson 1941

Já é tempo de pensarmos conscientemente sobre os significados dos passos aéreos fora dos palcos, mais especificamente, dentro dos salões. É tempo de pensarmos sabiamente no que eles podem fazer quanto a segurança dos dançarinos e ao futuro da dança de salão. É tempo de decidirmos se os benefícios que trazem são fortes o bastante para que as tentativas de sua disseminação sem boas justificativas valham a pena.

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Autora de livros, artigos científicos publicados em periódicos nacionais e internacionais, textos de divulgação em diversas mídias, colunista de jornais e revistas de diferentes estados brasileiros, licenciada e mestre na área das Ciências Biológicas, palestrante e professora na área da Dança de Salão.

27 Comments

  1. A falta do meu conhecimento sobre a autora, não me permite julga-la certo? Então também acho que a falta de conhecimento dela não permite que ela julgue algo no caso o LindyHop. Mesmo sabendo que o tema é o fazer ou não aéreos no salão, ela foi infeliz no comentário: “Por isto, é válido estudar as razões pelas quais a valsa está aí até hoje, e o Lindy Hop durou tão pouco, considerando inclusive que seu ressurgimento nos salões, se de fato houve, foi tímido e provavelmente artificial….” …’ Uma mulher ao final da gravidez, que pode dançar extraordinariamente bem uma valsa, terá dificuldades e estará exposta a riscos que não compensam ao dançar o Lindy Hop com suas acrobacias.”

    Como muitos já citaram acima, lindyhop não é sinônimo de passos aéreos, e uma mulher grávida pode sim dançar o mesmo, eu já dancei com uma!

    Dizer isso é o mesmo que dizer que o bolero é ritmo para “velhos”, e é o que pessoas que não tem tanta informação sobre o mesmo pensam, afinal é só você entrar em uma sala de jovens que nunca dançaram na vida e dizer: “Hoje eu vou dar uma aula de Bolero pra vocês de graça!” e lhes de a opção de ficarem ou não, veja quantos ficam, quase nenhum, pois não conhecem e acham msm pelo nome que é uma coisa de “velhos” porem, depois que conhecem (como eu conheci) adoram, hoje é um dos ritmos que mais gosto de dançar!
    Aqui no sul tento inserir o sambarock, porem tenho muita resistência por parte das pessoas que não conhecem o ritmo e ao verem as pessoas dançando acham ser impossível de fazer por causa dos passos que envolvem muito entre-laço dos braços, e não é bem assim, é tudo questão de jeito, assim como o lindyhop, como eu disse, o lindy não é sinônimo de aéreo.

    Infelizmente a autora não teve muita sorte no seu artigo!!!
    Mais sorte na próxima, pesquise mais antes de gerar uma polêmica tão grande, temos ótimos profissionais aqui mesmo no Brasil que podem provar o contrario do que você disse, Jomar mesquita é um deles, e até aqui em Curitiba se você quiser também temos um pesquisador do ritmo muito competente que pode te dizer com propriedade sobre o assunto, Victor Castelã.

    Att,

    Ícaro Henrique

  2. Concordo com o tema exposto no presente artigo, porém infeliz a comparação ao citar o Lindy Hop com uma abordagem tão banalizada. Primeiramente acredito que enquanto professores de dança de salão e com toda certeza formadores de opinião, cabe a nós a conscientização dos nossos alunos em relação a diversos temas incluindo não somente o “desgastado” tema acrobacias no salão, assim como os cuidados com o sentido do salão e com seu par e a gentileza ao convidar e finalizar cada dança, por exemplo mas principalmente a consciência de que cada dança que eles estão conhecendo,aprendendo,desenvolvendo e vivenciando não são movimentos e musicas aleatória e sim fazem parte de um povo, de uma época e de uma cultura.
    Com o desenvolvimento da dança de salão nos palcos como espetáculo de dança, a cada dia é mais comum a difusão dos movimentos acrobáticos, que são rapidamente absorvidos e utilizados das mais diversas maneiras.
    Mas apontar uma determinada cultura, principalmente sugerindo o desaparecimento dela (o que é uma inverdade!) pelos motivos acima citados no artigo é estar bem além do que esta acontecendo na área da dança, pelo menos nos últimos 20 anos… E realmente não vejo a valsa, com tamanha difusão nos bailes principalmente de dança de salão, e sim, percebo ela atualmente ( pelo menos no Brasil) mais como uma “convenção social”, tanto que normalmente é mais procurada por casais de noivos, pais e filhos alguns dias antes do casamento para duas ou três aulinha particulares. O que na atualidade como também comentado anteriormente esta sendo substituído por outros ritmos inclusive swing, fox, west, lindy e rock.Cada um com sua liberdade de expressão e/ou licença poética.
    O mais importante é a divulgação e difusão da dança e lembrar que hoje o conhecimento esta cada dia mais fácil e com mais opções, só não busca quem não quer!!
    Apesar de muito bem escrito e da boa intenção da autora desse artigo, dessa vez “pisou na bola”… ):

  3. Minhas Saudações ao Pessoal da Revista e aos Lindy Hoppers do Brasil,

    Já que o artigo trata de uma questão de opinião, não poderia deixar de dar a minha, mesmo que eu tenha demorado um pouco pra fazer algum comentário.

    A Maristela, com este artigo, refere-se a esta questão:
    “Afinal, passos aéreos são pertinentes para prática da dança de salão?”

    Este é um tema que desenrolará muita discussão, sendo que uns acham um absurdo, falta de senso e outros que apóiam este tipo movimento etc.

    Só que os pontos de comparação que a Maristela utilizou, reflete em outros problemas.

    “ O primeiro deles é uma retomada histórica.”
    Nós indivíduos, estamos inseridos no tempo-espaço intrinsecamente ligados aos setores sociais, políticos, religiosos, econômicos e culturais. E todos os acontecimentos durante o decorrer do tempo teve e terá influência “dos e nos” setores citados.

    Pois bem, o surgimento do Lindy Hop acontece com um povo (bem citado pelo nosso amigo Vitor) que ainda estava num processo de restabelecimento social diante da discriminação e de outros fatores existentes naquela época. É uma dança criada no seio da periferia do Harlem – NY, bairro onde existia uma manifestação musical Afro-Americana crescente. (logo…vários fatores podem ser discutidos)

    A idéia do Lindy Hop é expressar a musicalidade corporal com movimentos livres de regras.

    Isso também está associado aos setores que citei acima, pois é a manifestação artística, cultural de periferia indo de encontro com as manifestações artísticas de centro, da classe dominante, disse indo de encontro e não contra.

    Sobre o desaparecimento do Lindy nos anos 50-60, o Vitor também já comentou.

    Agora, digam-me que a Valsa também foi criada no seio da periferia….. Observem e comparem as fotos do artigo e logo terão uma “opinião”.

    Aproveitando as fotos dentro do tema aéreos nos salões, não vi nenhum dos aéreos feitos com mais de um casal dançando. Não que não existam, só quis salientar o bom senso.

    Maristela, nós sabemos que opinião cada um tem a sua, mas sempre é passível de mudança.

    Neste pilar da gnose humana em que estamos nos relacionando, a Arte, é bem mais fácil convergirmos nossas idéias, pois, ao som da música e a expressão dela em nossos corpos, produz um só movimento, o amor pela arte de dançar.

    Gostaria que fizesse parte, e já tomei a liberdade, tornando-a mais um membro de nossa lista aberta – Lindy Hop Brasil.
    Lá você verá que, grávidas, idosos e até crianças com poucos anos de vida se divertem dançando Lindy Hop.

    Faço o convite:
    Venha dançar conosco!!!! Será um prazer conhecê-la pessoalmente.

    Abraço,

    Cesar Munhoz.

  4. É preciso ter muito cuidado para falar de coisas que não conhecemos tão bem. Por exemplo: não sou dançarina de Tango, portanto, não ensino Tango. Se não conheço Lindy Hop, sua história, seu contexto sócio-político-econômico-racial da época, como falar sobre o assunto sem estudar???
    Concordo plenamente com a discussão de aéreos no salão, até aí ok, mas reduzir o Lindy Hop à passos aéreos não! Seria a mesma coisa se reduzisse o Balé Clássico à pantomima.
    Convido a professora Maristela a participar de uma aula minha e descobrir um novo prazer … Dançar LINDY HOP! Mais informações:mayfagundes.blogspot.com
    Abraços,
    Maíra Fagundes

  5. Com relação ao Lindy Hop no geral, concordo com os colegas acima que faltou pesquisa e conhecimento profundo da autora ao discriminar o ritmo. No entanto, ela toca em outro tema que me incomoda um pouco a visão da maior parte dos professores de dança de salão, que é a questão do ego do dançarino. Como professora de dança de salão, já vivi bastante dentro meio e acredito que a discussão sobre o o ego também seja importante. Discordo da autora com relação a este tema, pois acho que a partir do momento em que se começa a fazer qualquer tipo de dança, seja jazz, ballet, dança de salão, as pessoas querem sim serem vistas e admiradas. e o ego entra aí como fator positivo na minha opinião, afinal quanto mais se quer mostrar, melhor se torna a dança, mais bonita, mais envolvente com o parceiro e mais convidativa para quem está observando.

  6. Ah! Esqueci de colocar que o maravilhoso Jomar Mesquita é uma das maiores referências do Lindy Hop no Brasil e jamais o vi ensinando ou fazendo aéreos em suas aulas ou bailes…somente no palco e com total coerência ao tema! Vamos discutir sobre Jomar Mesquita? Acho que não!

  7. Bom, vamos lá! Primeiramente, tenho que concordar com as colocações sobre a total desinformação da autora no que se refere a prática, existência e execução do Lindy Hop! Não precisa ser praticante, basta ser um profissional de dança atualizado para se informar sobre o que acontece no mundo da dança, no mundo! O Lindy é muito praticado e divulgado em vários lugares do mundo todo, inclusive no Brasil, onde conheço inúmeras escolas e profissionais que praticam, ensinam, promovem encontros, festivais e bailes específicos de Lindy! Aqui mesmo na nossa escola oferecemos cursos de férias de Lindy todos os anos e NUNCA foram ensinados passos aéreos aos nossos alunos, que dançam e se divertem muito nos bailes onde tocamos SEMPRE músicas indicadas para Lindy!
    Com relação a se fazer ou não passos aéreos (independente do Lindy), basta estar fazendo aula numa escola com profissionais conscientes, pois desconheço um só professor que incentive ou ensine essa prática, sem ao menos orientar seus alunos sobre fazer ou não aéreos no salão, no baile e até mesmo no palco! Como citou sabiamente Luiz Gustavo, é preciso ter dignidade ao se propor esse tipo de movimento; técnica, destreza, treino…existem os “sem noção”? Com certeza, mas é pura falta de orientação e…noção! No Rio de Janerio, por exemplo, é proibido tirar os dois pés da dama do chão ao mesmo tempo, em inúmeras gafieiras, assim como tantas outras coisas impróprias, que sinceramente, me incomodam um pouco mais: ficar na pista com copo de bebida ou cigarro (que ainda bem, agora é proibido por lei), se deslocar pelo salão atropelando os outros ou dançando como se fosse o único na pista…e outras coisas desagradáveis, que dependem de orientação, educação e abordagem dos responsáveis pelos locais que promovem dança!
    O negócio é estudar, se informar, cuidar com o quê e do quê fala sem conhecer profundamente e, ter consciência de seu comportamento onde quer que esteja, independente de sua atividade ou local!
    Minha opinião: o Lindy da de 10×0 na Valsa! Aliás, temos coreografado muitos “swings” para casamentos e festas de 15 anos, o que indica que tudo pode quando é consciente…licença poética, diria eu!

  8. Sim sim. Acredito que tudo isto está bem claro no texto. Mas mesmo quando a proposta é de artigo é necessário saber minimamente do que estamos escrevendo. O que a autora demonstrou aqui é o quase que total desconhecimento do objeto que utilizou de base pra sua premissa, o que prejudica todo o resto do argumento. Não se trata somente de uma interpretação divergente. Trata-se de pesquisa e vivência (ou a falta de ambos, no caso) com aquilo que é escrito. Bem… mais sorte no próximo! 😉

  9. Queridos leitores,

    Realmente acho que a discussão deveria ser sobre o fato de fazer aéreos em locais não apropriados, eu mesmo não sou praticante de aéreos, porém SOU praticante de Lindy Hop, mas acho que a autora desvirtuou um pouco o assunto quando fez comentários do tipo como: “Por isto, é válido estudar as razões pelas quais a valsa está aí até hoje, e o Lindy Hop durou tão pouco” (Sendo que a dança existe até hoje e inclusive existem diversos locais onde ela é bem forte) por isso, ressalvo os comentários, de que faltou, da parte da autora, um pouco mais de pesquisa em fazer referência ao Lindy Hop, pois foram colocadas por ela observações muito grotescas que não fazem jus a dança como no momento em que ela se refere ao Lindy Hop como: “Uma mulher ao final da gravidez, que pode dançar extraordinariamente bem uma valsa, terá dificuldades e estará exposta a riscos que não compensam ao dançar o Lindy Hop com suas acrobacias.” Que riscos que se tem em dançar Lindy Hop? Afinal não é uma dança exclusiva de aéreos e se uma mulher no final da gravidez não pode dançar Lindy Hop, o que diria de um idoso de 85 anos e de 95?! Que dançaram e dançam Lindy Hop até o fim de suas vidas sem se expor a riscos.
    Eu gostaria de expor que cada um tem a sua opinião e sua interpretação sobre todas as coisas, mas pra se formular uma opinião, primeiro tem se que conhecer sobre o que esta falando. Igual quando nossa mãe falava: “Como você diz que gosta ou não de uma coisa sem experimentar?”.
    Espero que os leitores deste artigo pesquisem um pouco mais sobre essa dança tão maravilhosa que é o Lindy Hop e tirem esse estigma de que Lindy Hop é só aéreo e acabou.

  10. Olá,

    Em nome da equipe da revista, gostaria de agradecer a participação de todos deixando aqui um pouco do seu conhecimento e de suas opiniões pessoais. Isso só tem a enriquecer os debates propostos por nossos colunistas, como é o caso deste artigo de Maristela Zamonner.

    Ressalto que, apesar dos artigos expressarem a opinião de seus autores, a Dança em Pauta não incentiva manifestos contra qualquer gênero de dança, pelo contrário, a proposta deste veículo de comunicação é enaltecer a diversidade de formas existentes para expressar a arte da dança. Desta forma, esclarecemos que, apesar das opiniões diversas registradas neste espaço, o artigo só foi publicado por acreditarmos que em nenhum momento ele teve por objetivo prejudicar a imagem do Lindy Hop, estilo de dança com uma rica história e que, assim como as demais danças, tem sua representação através dos profissionais do meio. Em trecho do artigo a autora diz: “Ninguém nega que o Lindy Hop é absurdamente excitante e que é uma delícia fazer passos aéreos”.

    Apenas gostaria de lembrar que o tema em foco é o debate sobre a utilização de passos aéreos ao se dançar a dois em um salão de baile, ou em qualquer outro espaço destinado a prática da dança de salão social. Sobre a questão dos passos aéreos em apresentações, a primeira frase do texto diz: “Há algum tempo, as danças de salão ganharam os espaços cênicos e neles pouco se discute a questão dos passos aéreos, afinal, sua compatibilidade parece óbvia, bem compreendida e naturalmente aceita”.

    De qualquer forma, ficam registradas aqui as opiniões de todos os leitores quanto ao tema. Ressalto que trata-se de um artigo e não de uma matéria, ou seja, ele tem caráter opinativo e por isso mesmo está aberto as mais variadas interpretações de acordo com as opiniões de cada leitor.

    Por fim, aos fãs do Lindy Hop, assim como das demais danças, lembramos que nosso espaço está aberto para divulgação de informações relevantes para o crescimento da dança.

    abç,
    Keyla Barros
    Editora

  11. Concordo que os aéreos são movimentos para ser usados nos palcos. O palco é o verdadeiro ambiente para esse tipo de modalidades. O salão de dança, espaço democrático, sempre cheio, nunca terá espaço para movimentos desse tipo. A pessoa que escreveu o artigo, pelo jeito, se baseia em dados muito pouco estudados. Quem dança lindy sabe que existem passos aéreos mas raramente executam. O lindy hop é uma dança alegre, divertida, democrática que atrai as pessoas pela sua maneira sapeca de dançar. Se é pra falar de ritmo com pegadas temos aí o samba de gafieria, a salsa, o zouk todos eles contam com pegadas nas suas coreografias. Não vejo porque colocar o lindy hop como ritmo de aéreos. Digo que também tem aéreos e só. Devemos apenas ser coerentes na hora de usar tais movimentos. No mais só tenho a dizer que precisamos mostrar mais o lindy hop pras pessoas leigas como as que escrevem tal artigo. Senão mais se falará ou escreverá sem conhecimento de causa.

  12. Há vários erros nesse artigo. A autora deveria ter esturado melhor o tema. O lado acrobático da swing dance se intitulava jitterbug, e por isso acabou desaparecendo. E não o Lindyhop que é, e sempre foi, uma dança de salão.

  13. Olá Pessoal.

    Danço Lindy Hop, e sou apaixonado pela dança! Entendo que o texto seja sobre a utilização indiscriminada ou irresponsável dos aéreos e a beleza da dança de salão e este maravilhoso ato social e como os áreos influenciam esta prática.

    Queria compartilhar com vocês uma visão MAIS ABRANGENTE do que é o Lindy Hop.

    Ele surgiu de uma junção de danças da década de 20 ( charleston, breakaway, texas tommy ) para ser dançado ao som do Jazz das Big Bands, um som animado, cheio de improvisos e alegria, e isso de acordo com os dançarinos da época é que representava o Lindy Hop.

    Os aéreos, como disse acima o Luiz, eram para competições, exibições, filmes, e nos salões em momentos que se abriam rodas para fazer essas exibições. É contado que naquela época a segregação racial ainda era muito forte, mas em muitos bailes, os “brancos” iam ver a dança dos “negros” como no Harlem e no Cottom Club, e por isso eram comuns estas exibições.
    Criando até um espaço “democrático” entre eles.

    O Lindy é muito mais do que os aéreos, é a alegria de dançar ao som de um JAZZ VIBRANTE, do improviso, da brincadeira. Os aéreos vem como um complemento a isso. Se vocês forem a qualquer baile de Lindy acredito que Raramente vc verá algum aéreo porque não é esse o foco da dança.

    Concordo que os aéreos devem ser usados para exibições, apresentações, e com muito treino, não em salões prejudicando a prática social da dança. Mas também acho lindo uma bela apresentação utilizando estes passos por profissionais, é uma arte.

    Quem tiver interesse, convido a todos a conhecer mais e vir dançar com a gente este maravilhoso estilo.

    comunidade no facebook – Lindy Hop Brasil e lista de e-mail – https://groups.google.com/group/lindy-hoppers-sp?hl=pt&pli=1

    Frankie Manning, que foi dançarino na época e dedicou seus últimos anos de vida a ensinar e espalhar esta dança disse:

    “Eu não estou interessado em fama ou glória; è só que eu gostaria que os outros soubessem como esta é uma dança alegre!” (Frankie)

    Venham conhecer mais.

    Abraços e Swing Outs para todos!

  14. Cara Maristela,

    Acho muito saudável a discussão sobre passos aéreos no salão.

    Porém estou aqui escrevendo para discordar sobre o que você escreveu sobre o Lindy Hop e sua história. Sou professora e pesquisadora desta dança e fiquei muito surpresa em perceber que o que está escrito aqui é muito diferente de qualquer fonte que eu tenha visto. Tenho duas questões sobre sua pesquisa:

    . Não sei se a pesquisa é voltada para algum local ou cidade específico, mas se for uma pesquisa mais abrangente, creio que esteja incorreta.
    . Fiquei curiosa sobre a fonte de onde você extraiu as informações de que o Lindy Hop “não durou” por causa dos passos aéreos.
    O Lindy Hop caiu muito na década de 50 com a mudança do jazz: o novo estilo que estava fazendo muito sucesso tornou-se praticamente não dançável.
    Porém, na década de 80 o Lindy Hop começou a ser retomado e atualmente esse estilo é mais dançado do que em qualquer outra época da história.

    Na Suécia, há um festival anual que recebe milhares de dançarinos de Lindy Hop todo ano (http://www.herrang.com/). Aqui ao lado, em Buenos Aires, há um festival internacional desde 2006 que vem causando um aumento exponencial do cenário de Lindy Hop nos salões desta cidade.
    Isso são poucos exemplos, pois há dezenas de milhares de dançarinos e muitos festivais no mundo todo.
    No Brasil, o cenário de Lindy Hop ainda está tímido, mas vem crescendo aos poucos e há muitas pessoas envolvidas neste movimento.

    Há mais uma questão fundamental a ser dita: o Lindy Hop continua a ter os passos aéreos, mas não precisa deles para ser dançado. Convido-a a assistir esta apresentação brilhante de Skye Humphries, que não tem nenhum passo aéreo: http://www.youtube.com/watch?v=b3ZOXSWhbz0 Creio que as mulheres grávidas de mais idade não se incomodariam de dançá-lo desta forma. Algumas das mihas alunas são senhoras de mais idade e adoram dançá-lo.
    De resto, cabe esclarecer que os passos aéreos são usados nos salões de Lindy Hop de vez em quando, com cautela, quando há espaço e especialmente nas “jams”.

    Espero que estes esclarecimentos possam de alguma forma evitar que se propague uma visão incorreta sobre o Lindy Hop e sua história, bem como enriquecer de alguma forma o debate iniciado por este artigo.
    Me coloco a disposição para mais informações.
    Um abraço

  15. Concordo totalmente com a Rachelina Lacerda, achei a matéria interessante no que diz respeito ao Salão, porem a Dança de Salão também é praticada em Espetáculos de dança e todos querem ver de tudo, inclusive aéreos. Discordo da Prof. Maristela, que não está bem informada, quando diz que a Lindy Hop ( que é uma Swing Dance) está estinda. Na America, no Brasil, na Argentina, na Europa vcs podem encontrar em diversos lugares do Mundo esta dança maravilhosa que é de Salão e sem passos aéreos. Quem tiver dúvidas passa lá no nosso Baile no Espaço Improviso no Rio de Janeiro e poderá conferir.
    Não é justo e nem correto descriminar uma dança tão maravilhosa como a Lindy Hop por ter passos aéreos. Por acaso o Samba não tem? Abraços Mauro Lima

  16. “Por isto, é válido estudar as razões pelas quais a valsa está aí até hoje, e o Lindy Hop durou tão pouco”.

    Tem que ter cuidado quando se diz certas coisas por aí.
    Pra começar, a valsa é de um tempo no qual negros não podiam sequer imaginar que pisariam num salão de dança. É de uma época em que a nobreza tinha por obrigação saber dançar, e se apresentar nos salões. O lindy hop, como tantas outras danças, surgiram na rua, e foram posteriormente incorporados aos salões. Isso sim pode explicar a perenidade da valsa, e não a sua ausência de movimentos aéreos.

    Em segundo lugar, o Lindy Hop decaiu porque a música na qual era dançada – o swing – também perdeu popularidade. Grosso modo, por conta do surgimento e expansão da indústria fonográfia e por conta da “queda na qualidade” do gosto popular. Num determinado momento swing passa a ser “música de gente velha” (como o jazz ainda o é, de certa forma). Isso sem contar que manter uma big band num palco era muito custoso.

    Em terceiro lugar, o lindy hop frequenta novamente os salões de dança sim. Desde a década de 80 houve uma retomada desse estilo de dança (Canadá, Suécia, Inglaterra, por exemplo, são pólos da dança. E temos no Brasil também, principalmente em Sâo Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro). Em parte pelo surgimento de bandas de neo-swing (algo que está entre o rock e o swing), e em grande parte pela redescoberta de Frank Manning, que voltou a impulsionar a dança mundo afora. E ele dançou até os 95 anos de idade, o que prova, sem sombra de dúvida, que o estilo pode ser praticado por qualquer tipo de pessoa.

    Por fim, é preciso dizer que os passos aéreos ainda existem nas danças tributárias do Lindy Hop, como o rockabilly e o rock solté. E parafraseanbdo um amigo, professor de Lindy Hop, as pessoas devem dançar do jeito que as fizer sentirem-se bem. No fundo todos nós temos alguma necessidade saciada com a dança. Seja pela diversão, pela saúde, conhecer pessoas do sexo oposto, ou simplesmente satisfazer o ego que pede atenção. Enquanto aquilo lhe proporcionar alegria, e não interfira com a dança alheia, não vejo o menor problema nos tais passos aéreos.

    Nada contra a publicação ou o site. Mas acho que faltou um pouco de lição de casa da parte do autor, que fez uma pesquisa muito ruim sobre aquilo que usou de objeto pra embasar seu argumento.

  17. Concordo com o artigo que os passos aéreos comprometem a segurança ao serem executados em um salão destinado ao público, onde haverá inúmeros casais próximos uns dos outros. Mas não podemos desconsiderar a existência e importância deles na dança de salão, assim como todos os outros passos não aéreos. Pegando a dança “samba de gafieira” como exemplo, não podemos simplesmente colocar no esquecimento belos passos inerentes a tradição desta dança, como a “cadeirinha”, o “cabide”, o “parafuso”, a “panqueca”, a “baratinha”, etc. E também todos os outros passos que tiveram influência do Jazz, do Lindy Hop e da dança contemporânea que só fazem enriquecer, ainda mais, nossas danças de salão. Devemos conhecer, aprender e praticar todos, pois eles também fazem parte do conjunto de passos de uma determinada dança e cultura, agora precisamos ter noção de senso e espaço para a prática destes passos. O que não podemos, de jeito nenhum, é colocá-los no esquecimento porque poderão chamar a atenção ou machucar alguém. Em representações artísticas, as coreografias precisam trazê-los sempre que a música abrir possibilidades para suas execuções, da mesma forma que os não aéreos. E ainda, também nos salões, se houver realmente possibilidades de serem executados. Nós, praticantes e profissionais da dança é que precisamos ter a noção de quando será possível executá-los – se há espaço e sem que sejamos inconvenientes.

  18. O que me arrepia de satisfação ao ver um par numa dança de salão é a magia que penetra em cada poro e nos deixa em transe de prazer. Seria o quê? Acredito eu que seja o compasso da dança num exato sincronismo com a música levando os neurônios-espelho de quem assiste a vibrarem na mesma frequência dos de quem dança. Não gosto de shows aéreos ainda que num palco apropriado. Parecem-me acrobacias com fundo musical apenas. Não sinto a sincronia da música com os movimentos acrobáticos. Pode ser que eles estejam lá, mas se não os percebo, para mim não existem. Acrobacias no salão, nem pensar.

  19. Inicialmente, cumprimentos a autora pelo belissimo texto e compreensão, pois sei o quanto esta é dedicada ao estudo da dança em todos os seus seguimentos e principalmente Dança de Salão…Aproveito para assinar o exemplo daqueles que dançam abraçados a suas parceiras, num exemplo de que uma boa dança, não precisa de malabarismos, e sim do conjunto de interesse dos casais na sala…Mas se vai apresentar algo mais técnico ou elaborado com fins de show, dependendo da técnica dos dançarinos os portes podem ser acrescentados, desde que não firam o enredo da coreografia…

  20. Parabens a Maristela pela questão levantada e pela iniciativa de divulgar esse tema tão discutido nos salões, escolas, bailes etc Assim não ficamos apenas na torcida podemos participarmos também mesmo que de longe.

    As acrobacias ou passos aereos sem duvidas não podem faltar em um espetaculo ou show pois a galera gosta mesmo de ver tragediaaaaaaaaaaa!!! ou alguem se esborrachar.

    Já em relação a utiliza-las para exibicionismo em bailes sociais acho desnecessario e afugenta os novos praticantes, enfim utilizar o bom senso ainda é valido para diversas ocasiões.

    Desejo a todos uma otima navegação no dança em pauta e encontro vocês em algum lugar desse incrivél Mundo da Dança

  21. Parabéns pela excelente matéria, O que acontece é que alguns “profissionais” e seus pares ou alunos, cometem esse tipo de “shows” nos salões, e muitos até depois de se apresentarem em palcos, aliás local esse adequado para tais fins. Digo isso participando de inúmeros eventos aqui em Curitiba e até em eventos renomados nacionalmente. E o que é pior, quando essas pessoas que executam esses tipos de passos nos salões deveriam fazê-los de forma adequada e a contendo nos palcos, e o que vemos?? Raramente os executam de forma adequada. Ou seja executam os mesmos na hora errada e no local errado. E até muitos falam e escrevem, mas não praticam, e até incentivam os seus alunos a executarem a famosa “quebradeira” nos salões. Mas esse tipo de problema poderá ser sanado de acordo com os ensinamentos dos verdadeiros profissionais conscientes, para com os seus alunos.

    abraços,
    Airton

  22. Adorei a matéria! Acho que cabe a nós professores repetirmos e repetirmos para que os alunos tenham cosciencia para não fazê-los.
    Mas já fui aluna um dia, e o que se sente quando se é aluno e consegue realizar um movimento aéreo é estaziante…. é por isso que acabam acontecendo em salões. Cabe as escolas proporcionar uma maneira de apresetações de alunos onde eles acabam realizando seus desejos e concientizá-los para não serem relizados em salões, então, assim encontraremos cada vez menos até acabar esses exibicionismos em salões sociais.

  23. Muito bom artigo. Confesso que até aprendi alguns passos aéreos mas não os executo a não ser em apresentações desde que sejam combinados e treinados muito. Não sou muito adepto aos malabarismos pois vejo que perde muito aquela coisa de curtir a dança. E como foi citado no artigo, as vezes o dançarino esta mais preocupado com “seus aéreos” e com quem esta olhando do que com a dama que o acompanha. Enfim seria mais ou menos isso: “Mais vale um básico bem feito e curtindo o seu par do que milhares de passos sem fundamentos ou técnicas, meramente para exibições.”

  24. Izabela, excelentes considerações… Gostei muito do artigo também e concordo que em um espaço cênico os movimentos aéreos, se bem executados, vem somente abrilhantar a criação ali proposta. Entretanto, em um salão de baile tendo como foco a prática social das danças a dois, é totalmente inconcebível, visto que é algo que gera risco. Para mim, essa prática quebra uma das principais regras no salão que é o respeito a liberdade de ir e vir. Se eles geram riscos, eles comprometem a segurança de todos. Uma consideração quanto as baladas sertanejas atualmente em que casais “kamikazes” tem feito seus malabarismos e quedas e acidentes são quase que constantes… Gerando um desconforto em quem vê, em quem dança e com certeza em quem executa essas movimentações. Uma aluna relatou no útlimo final de semana que teve O BRAÇO arranhado pelo SALTO DO SAPATO de uma menina em um desses malabarismos… Sem noção!
    Maristela utilizou o Lindy Hop como exemplo. Não tenho fontes claras sobre tal, mas os movimentos aéreos dessa prática eram somente utilizados nas exibições dos pares, quando a prática social era interrompida e os casais de destaque mostravam suas habilidades, não? Será que esse show de malabarismos era executado com todos no salão??? Se alguém puder contribuir… Fica o questionamento!

  25. Excelente artigo, questões muito pertinentes: segurança, ego, origem das danças…Algo mais vem nesta discussão, que é o porquê da portagem, ou passo aéreo. Nas danças cênicas, a portagem é o coroamento de uma excelente execução, e representa um momento coreográfico em que a exibição virtuosa ou acrobática é totalmente pertinente com o desenvolvimento daquele enredo. Começa e termina sem que se perceba, exigindo dos bailarinos técnica limpa e primorosa. Não deve gerar na plateia sensação de temor (ao começar) nem de alívio (ao terminar). E não é válido pelo movimento ginástico em si, sendo preferível apreciar uma linda execução fluida sem passos aéreos do que uma técnica sofrível permeada com cambalhotas truculentas.
    Parece-me que a dança de salão cênica, seja em exibições de bailes ou no palco tradicional, ainda não absorveu bem estes conceitos, com raras exceções. Neste aspecto, muito ainda deve se aprender com o ballet clássico, com a dança contemporênea, com o jazz e com outras técnicas que vários bailarinos de salão dizem ter praticado.
    Quanto às portagens no salão, penso que são inadequadas. Quem deseja muito realizá-las…pense em preparar-se para ir para o palco, pois o salão é lugar de sociabilidade e respeito ao espaço dos demais.

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