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Os robôs entraram na dança!

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A música começa a tocar, o cavalheiro faz uma reverência e estende a mão à dama para iniciar a dança. Tudo aparentemente normal e até mesmo corriqueiro para os frequentadores de bailes de dança de salão, não fosse a dama em questão um robô.

 

Não, esta não é a resenha de mais um filme de ficção científica, trata-se da Partner Ballroom Dance Robot (PBDR), ou traduzindo, Robô Parceira de Dança de Salão, apresentada pela primeira vez em 2005, em uma feira mundial de tecnologia no Japão.

Desenvolvida pela equipe coordenada pelo professor de bioengenharia e robótica da Universidade de Tokhuro, Kazuhiro Kosuge, a parceira robô mede 1,65m, usa um vestido longo de baile e tem um semblante feminino que, segundo seus criadores, foi inspirado nos traços de Marilyn Monroe. Mas as semelhanças humanas param por aí, já que seu exterior é feito de plástico nas cores azul e pink e, ao invés de pernas, ela possui três rodas multidirecionais escondidas sob o vestido de gala.

Na verdade, o que permite que o robô dance com um parceiro humano são sensores distribuídos pelo corpo de metal de 100 kg que conseguem perceber alguns movimentos corporais e reagir movendo ombros, cotovelos, cintura e pescoço, a semelhança do que acontece com a dama ao ser conduzida por um cavalheiro na dança de salão.

A versão masculina do robô também está sendo desenvolvida, com uma habilidade diferente: evitar “trombadas” na pista durante a dança. Chamado de MR Dancer (Male-type Robot Dancer), combinando informações do ambiente a regras de dança, o robô decide o próximo passo a ser dado de forma a evitar colisões com outros casais.

Mas apesar do casal de robôs ser projetado com base na interação humana de um casal na dança de salão, segundo o professor Kazuhiro, o propósito do desenvolvimento da tecnologia não tem a ver com a criação de parceiros “pés de valsa”, mas sim de robôs que possam auxiliar no cuidado a idosos e doentes. “Através da interpretação dos movimentos, robôs serão capazes de oferecer um melhor atendimento no cuidado a idosos que podem estar muito doentes ou incapacitados para darem ordens verbais”, explica o cientista.

Uma perfeita combinação de uma das mais antigas formas de expressão humana, a dança, com as mais recentes descobertas tecnológicas.

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2 Comments

  1. Não sei se fico impressionado ou indignado! Impressionado pela capacidade do ser humano de criar, desenvolver e tudo mais, mas ao mesmo tempo tentando substituir o humano nessas atividades, o contato entre duas pessoas, o “feeling” que a dança proporciona. Onde hoje em dia grupos de pessoas sem a capacidade de audição dançam sentindo a batida da música e tudo mais. Minha opinião, não gostei, porque nenhuma máquina consegue “copiar” uma pessoa.

  2. Caramba! Me senti num filme de ficção científica mesmo! Pelo jeito no futuro ao invés de personal dancers, as damas vão contratar seu personal robot dancer para ir aos bailes…huahuahua O negócio é correr atrás do prejuízo nas aulas pra não ser substituído pelo homem de lata…huahuahua

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