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“Mulheres e Dança” é tema do 4º Resistir com Arte, no Memorial da América Latina, em São Paulo

Nesta quinta (06/10), às 19h, o Memorial da América Latina, na capital paulista, apresenta a 4ª edição do encontro “Resistir com Arte” que abordará o tema “Mulheres e Dança”. A participação é gratuita e a proposta é trazer profissionais da dança e pesquisadores para um bate papo sobre o papel da mulher na dança e de seu corpo como ferramenta de emancipação. Os professores convidados, vindos de diferentes cidades do Brasil, apresentarão suas novas técnicas e conceitos em temas como condução compartilhada, dança de salão queer, condução mútua, dança de salão contemporânea, imagens do feminino, entre outros.

“Resistir é também buscar escapar dos comportamentos conhecidos, dos movimentos-padrão, ampliando a criatividade e trazendo outras vivências e experiências para essas danças. É resistir aos discursos incutidos na dança que estereotipam essa prática e não permitem a evolução crítica da mesma. Por fim, resistir é se opor a uma estrutura desigual de gênero e sexista perpetuada pelas estruturas sociais e do movimento”, comenta a professora Carolina Polezi, uma das profissionais convidadas para o debate, que vai abordar a técnica da Condução Compartilhada na dança de salão.

Além de Carolina, participam do debate Rúbia Frutuoso, Paola Vasconcelos, Eliane Capel e Samuel Samways. O mediador será o cientista político da USP Gustavo Macedo.

Antes do debate, serão apresentadas cinco performances de dança com base nas técnicas a serem abordadas.

Sobre o ‘Resistir com Arte’
Iniciativa que buscar refletir, através do debate, o modo como diferentes formas de experiências estéticas e artísticas estão pensando atualmente o papel, a representatividade e o protagonismo da mulher na sociedade. Os encontros organizados pelo projeto buscam unir a questão artística, que também serve como ilustração para as discussões, a espaços de debates responsáveis por analisar, principalmente, questões de gênero, arte e política.


O que: Debate Resistir com Arte – “Mulheres e Dança”
Quando: 06/10, às 19h
Onde: Auditório da Biblioteca Latino-Americana – Memorial da América Latina
Onde: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Metrô Barra Funda
Quanto: gratuito
Informações: www.facebook.com/resistircomarte

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Jornalista formada pela Universidade Tuiuti do Paraná, atuando na área desde 1997 como repórter, redatora e assessora de imprensa. Em 2010, lançou o site Dança em Pauta com a proposta de empregar seu conhecimento em comunicação para divulgar a dança. Trabalhou em publicações segmentadas em Curitiba e São Paulo. Desde 2004, desenvolve trabalho de assessoria de comunicação para profissionais e empresas atuando no planejamento e execução de estratégias de comunicação interna e externa, produção de conteúdo, publicações corporativas e assessoria de imprensa.

1 Comment

  1. Um dos temas que levantamos no debate foi a necessidade de nos posicionarmos contra os ditos profissionais que constroem suas carreiras pisando em mulheres, aqueles que se tornam famosos enquanto suas parceiras caem no ostracismo, aqueles que se utilizam do trabalho de suas bailarinas e depois as abandonam quando se machucam (por culpa de violência no processo de trabalho), ou ridicularizam suas demandas. As vezes, por causa do mercado, acabamos dando voz e prestígio para profissionais que tratam de maneira abusiva, e as vezes até mesmo violentamente, suas parceiras, bailarinas e empregadas. Devemos assumir a responsabilidade de nos posicionarmos contra aqueles que insistem em conduzir suas aulas, criações coreográficas, companhias de dança, discursos, etc, de maneira machista e preconceituosa. Não podemos ser cúmplices nesses crimes oferecendo voz e prestígio aos homens que usam a dança como forma de aprisionar mentes e corpos, sendo que a dança deve ser justamente o contrário, uma ferramenta de libertação. Peço à revista Dança em Pauta que tome o cuidado de observar esses fatores antes de convidar novos colunistas com esse perfil, pois correm o risco de serem cúmplices desses abusos. Peço também o apoio da revista em nossa luta contra esses erros históricos que muitos profissionais machistas da dança de salão vem perpetuando. Aproveitando as palavras da Carolina Polezi, se “resistir é se opor a uma estrutura desigual de gênero e sexista perpetuada pelas estruturas sociais e do movimento”, vamos manter nossa coerência e evitarmos discursos, ideologias e pessoas, que, tanto causam, como se beneficiam dessa estrutura opressora. Vamos resistir e nos opor a isso! É hora de mudarmos e darmos voz para quem tem legitimidade para falar. Devemos promover com urgência mais eventos como esse, a dança de salão precisa muito levantar esse debate.

    Deixo aqui o link e o texto de uma campanha contra o machismo na dança, promovido pelo grupo de dança BeHoppers. Por favor leiam e ponderem antes de oferecerem destaque justamente para os profissionais que perpetuam abusos e violências contra mulheres.
    “A posição de autoridade de pessoas em cargos de professores, coreógrafos ou diretores não legitima atitudes machistas. É muito comum que, ao trabalharmos/dançarmos com nomes artísticos renomados, fiquemos mais tolerantes para que atos abusivos sejam ignorados, seja em prol da criação artística ou até mesmo para manter uma carreira. Ser um grande artista não isenta ninguém de ser uma pessoa ética que pregue o respeito no ambiente de trabalho e nas aulas de dança. Não releve comportamento abusivo, independente de quem seja o agressor, dê apoio à vítima para que esses abusos sejam eliminados. Converse com a pessoa sobre a atitude machista. Em último caso, assuma uma posição e denuncie.

    #30atitudescontraomachismonadança
    Campanha”

    https://www.facebook.com/lindyhopBH/photos/a.1453109481382918.1073741911.521180197909189/1470879452939254/?type=3&theater

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