Eu danço

Jovem bailarina brasileira busca seu espaço em Nova York

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Uma das poucas brasileiras com o diploma da técnica de Martha Graham, a bailarina campineira Luísa Righeto, 26 anos, chegou à Nova York há dois anos, se formou e já começou a ganhar espaço no circuito artístico. Depois de passar por companhias de dança moderna da Big Apple como Coyote Dancer Company e Alison Cook Beatty Dance Company, ela ensaia a primeira criação para o circuito independente misturando duas coisas que conhece bem: brasilidade e dança.

“Quero combinar a dança e a música. Juntar artistas, bailarinos e músicos, falar da influência da música na dança e dar origem a algo que pode ser novo aos olhos de Nova York. Para isso, pretendo usar composições de artistas como Maria Bethânia e Tom Jobim; e também música instrumental criada por músicos brasileiros que vivem em Nova York. Eu acho muito rico quando conseguimos juntar as artes e os diferentes estilos de dança de maneira apropriada, mostrando sentido na nova linguagem incorporada. E é aí que entra o desafio. Mas estou pronta para tentar e ansiosa em começar na prática. O trabalho deve estar pronto em agosto, no verão daqui”, revela Luísa.

Para ela, as portas estão se abrindo na cidade americana criando oportunidades para seu modo de ver e fazer dança. “Tem sido uma grande experiência. Aqui encontrei grupos com a minha linguagem artística e consegui me ver, me encaixar”, afirma Luísa.

Mas para levar seu trabalho além das fronteiras nacionais, sonho de muitas bailarinas, Luísa não fugiu a regra de tantos outros profissionais de sucesso, o segredo foi o estudo e a dedicação. Quando criança iniciou as aulas, em Campinas, no Ballet Beth Rodrigues e, já na adolescência, passou a fazer parte da escola Karen Righetto Ballet.

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Preocupada com a continuidade de sua formação, em 2009, Luísa mudou para a capital paulista para estudar dança na Faculdade Anhembi Morumbi, fase que ela ressalta ter sido muito importante em sua carreira como bailarina e professora: “A faculdade me trouxe muito conteúdo, muitos conceitos que não conhecia antes. Entrei em contato com grandes nomes, estudei a história da dança. O que mais me marcou foi o fato de eu ter estudado educação somática, que me deu mais sensibilidade, um contato mais profundo com meu próprio corpo e eu pude me conscientizar corporalmente.” Ainda em São Paulo ela integrou o Grupo Jovem Cia Danças Claudia de Souza e a Caleidos Cia de Dança.

Hoje, além dos palcos, Luísa ministra aulas de balé, dança criativa e técnica Graham para iniciantes, além de dar os primeiros passos para o trabalho como coreógrafa. Em Nova York, também faz parte do projeto House of the Roses, que leva dança a organizações que acolhem às crianças em situação vulnerável. Talento brasileiro conquistando seu espaço no mundo da dança.

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