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Dança exótica é marca do Festival Gothla

De 7 a 9 de agosto, no Rio de Janeiro, acontece a 3ª edição do Festival Internacional de Dança Étnica-Contemporânea – Gothla Brasil. Exuberante e exótica são duas palavras que definem bem esta dança, que tem como característica o visual extravagante dos figurinos, com vestimentas e adereços inspirados em grupos étnicos, que propõe uma linguagem atual que possa transpor fronteiras culturais e se divide nas modalidades fusion e ATS.

O ATS, sigla de American Tribal Style, surgiu na Califórnia, na década de 70, usando como base as danças ancestrais do Oriente e mesclando elementos de outras culturas, formando uma dança única, na qual é possível visualizar traços de diferentes países, seja na música, nas roupas ou nas coreografias. Já no estilo fusion, as bailarinas buscam referências na cultura pop, no burlesco e até nas histórias em quadrinhos, criando coreografias impactantes com estética gótica e dark.

Para a organizadora do evento, a dançarina e coreógrafa Jhade Sharif, o fusion deve chamar mais a atenção do público em geral, pois o estilo faz a releitura de diversos tipos de arte contemporâneas, como sucessos do Cinema e do Teatro, permitindo, por exemplo, que personagens como piratas e vampiros façam parte do show. “Não precisa conhecer ou entender de dança para gostar do espetáculo. As pessoas acabam reconhecendo as referências e vendo-as de novas formas”, diz.

Jhade, no entanto, ressalta que nenhum dos dois estilos de dança passarão despercebidos. “Ambos buscam a intercessão de culturas, seja do sertão brasileiro ou do deserto do Golfo Pérsico, para a criação dos movimentos corporais, e isto é muito visível à plateia”, explica a coreógrafa.

O Festival traz ainda o espetáculo ‘CARPE NOCTEM “De Profundis”’, título análogo a obra redigida em 1897 por Oscar Wilde. O show trata do subconsciente e do sonho, bem como outras instâncias da existência humana, como o desespero, a morte e o desejo. Bailarinas de vários países vão encenar coreografias que têm o objetivo de fazer o público refletir sobre o que pensamos do outro e de nós mesmos.

Nos três dias de evento, professoras da Alemanha, do Brasil e dos Estados Unidos ministrarão workshops de técnicas avançadas e sua aplicação nas danças contemporâneas, entre elas, “o pulo do gato”, “teatro japonês”, “criações dinâmicas”, além de sequências de domínio muscular.

Foto: Stereo Vision Photography

  • O que: Festival Internacional de Dança Étnica-Contemporânea Gothla Brasil
    O que: Show CARPE NOCTEM “De Profundis”
    Quando: 08 de agosto, às 20h
    Onde: Teatro Marista | Rua Conde de Bonfim, 1067- Tijuca | Rio de Janeiro-RJ
    Informações/ingressos: www.gothla.com.br
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