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Confundido com doente mental, bailarino é internado à força no RS

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Parece manchete do “Sensacionalista”, o site que brinca com o jornalismo – e muitas vezes é superado por ele -, mas a cena ocorreu mesmo, na manhã do último sábado (28/10), em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Em meio a uma performance solitária em praça pública, o bailarino Igor Cavalcante Medina, de 26 anos, foi detido, sedado e levado à força para uma unidade municipal de saúde onde ficou por oito horas amarrado a uma maca. Guardas municipais confundiram a apresentação com um surto psicótico, chamaram uma ambulância do Samu, e Igor acabou só conseguindo ser liberado depois que uma médica atestou que ele não estava sofrendo de qualquer problema psiquiátrico. Quando foi abordado, Medina fazia movimentos com o corpo e declamava uma poesia sobre questões de discriminação racial e social. Testemunhas dizem que o que chamou a atenção foi o fato de o rapaz estar usando apenas um calção e ter arame farpado em torno do pescoço.

Carioca, Igor Medina, segundo seu perfil no Facebook, trabalhava na casa Lapa 40 Graus, uma das mais conhecidas da noite carioca, e que tem entre os sócios Carlinhos de Jesus. O bailarino está morando há um ano e meio na Serra Gaúcha, terra natal de sua mulher. A foto acima é de divulgação do espetáculo Choque, que estreou em julho deste ano, no Rio Grande do Sul, do qual Igor faz parte do elenco (ele é o bailarino em pé, a direita, de camiseta preta).

O episódio inusitado foi registrado com destaque pela mídia local e ganhou repercussão nacional, sendo reproduzido por sites como “Veja.com” e “R7”, além de ter movimentado as redes sociais. A apresentação de Medina, intitulada “Fim.”, fazia parte do 8º Caxias em Movimento. O artista, integrante da Companhia Municipal de Dança, tinha uma autorização por escrito da prefeitura para realizar a performance.

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Jornalista carioca, graduada pela Faculdade de Comunicação Hélio Alonso (Facha), há 20 anos atuando nas diversas áreas da comunicação: reportagem, redação, produção, edição de textos, webjornalismo e assessoria de imprensa. Trabalhou em veículos do Rio de Janeiro (O Globo, Jornal do Brasil),de São Paulo (Rádio e TV Bandeirantes) e do Paraná (Folha de Londrina, Diário do Norte do Paraná). Apaixonada pela Língua Portuguesa e pelo jornalismo que presta serviço, contribuindo com mudanças positivas na sociedade. É sócia-diretora da Dupla Criação Comunicação & Eventos, agência especializada em comunicação corporativa.

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