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Carimbó: Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil

Manifestação cultural típica do estado do Pará e da Região Amazônica, o Carimbó (dança e música de origem indígena) foi reconhecido, no dia 11 de setembro, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, em votação unânime do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. A dança, executada ao som de instrumentos artesanais, por mulheres com saias rodadas e floridas e homens com camisas coloridas, passa a ter maior apoio do Estado para preservar a tradição. O pedido de inscrição do Carimbó no Livro de Registro das Formas de Expressão foi feito por diferentes grupos, e entre 2008 e 2013 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) conduziu o processo e acompanhou as pesquisas para identificação do Carimbó em diversas regiões do Pará.

Com décadas de dedicação, de modo a manter vivo o Carimbó, o Mestre Manoel, do Grupo Uirapuru, de Marapanim-PA, avaliou que o reconhecimento vai assegurar mais apoio à manifestação cultural, e abre a possibilidade de elaboração de políticas públicas. “Esta cultura vem de muitos anos, de nossos antepassados, de nossos irmãos índios. Herdamos a terra e temos que levar à frente essa manifestação, repassando para nossos filhos e netos. Para isso temos que trabalhar com políticas públicas”, disse ele.

A presidenta do IPHAN, Jurema Machado, explicou que o registro do Carimbó como Patrimônio Cultural do Brasil amplia a visibilidade pública sobre este bem imaterial: “Significa o reconhecimento de uma tradição e prática cultural. O Estado, junto com os detentores desta prática, é agora um parceiro na manutenção, na salvaguarda e na vitalidade deste bem”.

Ilustração do artista paraense André Abreu.

O Carimbó, com seus instrumentos, dança e música, é resultado da fusão de influências das culturas indígena e negra. Além da parte cultural, uma característica importante dele é a forma de organização e reprodução social que reúne carimbozeiros nas atividades do dia a dia e celebrações religiosas.

Fonte: Agência Brasil
Fotos: Rogério Uchôa e Everaldo Nascimento/Agência Pará de Notícias

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