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Balé da Cidade de São Paulo celebra 50 anos com versão de Ismael Ivo para A Sagração da Primavera

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No dia 15/09, às 20h, no Theatro Municipal de São Paulo, o Balé da Cidade de São Paulo (BCSP) e a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo, estreiam versão da Sagração da Primavera. O espetáculo, que marca a primeira apresentação de Ismael Ivo, diretor artístico da companhia, e do maestro Roberto Minczuk, regente da Orquestra, juntos, também celebra os 50 anos de fundação do Balé com a releitura desta que é uma das mais importantes obras do século 20.

Em sua montagem original, A Sagração da Primavera, obra que completa 105 anos em 2018, trata do ritual ao deus da primavera. A composição de Igor Stravinsky, coreografada por Vaslav Nijinsky, teve uma estreia tumultuada em 29 de maio de 1913 no Théâtre des Champs-Elysées, em Paris, quando desafiou as convenções estéticas devido a uma música ritmicamente complexa e uma coreografia provocante.

A produção que sobe ao palco do Municipal é uma criação de Ismael Ivo e se distancia do tradicional ao propor uma reflexão atual das questões ambientais. À frente da orquestra estará o maestro titular Roberto Minczuk. A cenografia é de Marcel Kaskeline, figurinos de Gabriele Frauendorf e iluminação de Marisa Bentivegna.

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Balé da Cidade de São Paulo em A Sagração da Primavera | Foto: Fabiana Stig/divulgação

“Com esse espírito de renovação, propus ao Diretor do Balé da Cidade, Ismael Ivo que, no ano em que a companhia celebra uma data importante para a sua história, trouxesse ao palco do Theatro Municipal de São Paulo uma coreografia que tornou-se um marco e um desafio a que qualquer Corpo de Baile se coloca”, destaca o Secretário Municipal de Cultura, André Sturm.

Em todo o espetáculo, pétalas de rosa cairão. O fluxo se intensifica à medida que a Sagração se desenvolve. “A beleza que se introduz com uma suave chuva de pétalas, dá lugar a uma tempestade, num delírio incessante e incontrolável. Os bailarinos passam a ter muita dificuldade para dançar e o que era bonito, vira uma tortura. Funciona como uma metáfora e uma forma de alarme ao desequilíbrio das condições ambientais”, afirma Ismael Ivo.

No palco, os bailarinos executam uma coreografia que remete ao primitivo, mas ao mesmo tempo sensual, embalados pela música intensa, atonal e tribal de Stravinsky. Se, ao fim, algum sacrifício será feito, Ivo explica que o legado não será a vida que nasce da morte, como na Sagração tradicional, mas a demonstração de uma luta pela sobrevivência. “Por que uma mulher/homem tem de ser sacrificado, se todos temos apenas uma vida?”, indaga.

Durante o prólogo, bailarinos executam uma performance ao som de Fire and Frost Pattern, de Andreas Bick, por 15 minutos. Por meio da composição, é possível ouvir sons que remetem a atividades vulcânicas e degelo.

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Balé da Cidade de São Paulo em A Sagração da Primavera | Foto: Fabiana Stig/divulgação

Encontro no palco por meio de Stravinsky

Em quase dois anos de gestão, esta é a primeira vez que o maestro Roberto Minczuk e Ismael Ivo trabalham juntos em um mesmo espetáculo. E esse primeiro encontro será para a execução de uma das peças musicais mais difíceis do repertório orquestral. “Tivemos o Gustav Mahler que usou uma orquestração enorme, mas o Igor Stravinsky levou isso a uma outra dimensão, porque além da quantidade de músicos, tem a variedade de instrumentos que utiliza, como as tubas wagnerianas. Isso porque ele quis criar uma sonoridade ultra-agressiva, que soasse moderna, inovadora, jamais ouvida antes para fazer referência a um sacrifício”, explica Minczuk.


O que: A Sagração da Primavera | Balé da Cidade de São Paulo e Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo
Quando:
Sáb, 15/09, 20h
Dom, 16/09, 18h
Ter, 18/09, 20h
Qua, 19/09, 20h
Sex, 21/09, 20h
Sáb, 22/09, 20h
Onde: Theatro Municipal de São Paulo
Quanto: R$ 80 / R$ 40 / R$ 12
Informações/ingressos: www.eventim.com.br

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